Se você faz parte de um grupo empresarial ou possui um seguro de vida familiar, é provável que tenha um estipulante de seguro de vida, contratando apólices para oferecer proteção a funcionários e dependentes.
Mas o que exatamente é um estipulante e qual o seu papel no seguro? Ele é a pessoa ou entidade responsável por contratar a apólice e definir as condições do seguro em nome de outra pessoa.
Além de entender as responsabilidades desse mediador, compreenda como ele contribui para a segurança financeira dos segurados, gerenciando apólices e garantindo coberturas personalizadas. Continue a leitura!
O que é estipulante de seguro de vida?
O estipulante de seguro de vida é o responsável por formalizar o contrato em nome de um grupo, atuando como intermediário entre a seguradora e os segurados.
Esse papel envolve diversas responsabilidades, como representar o grupo nas negociações com a corretora, facilitar a adesão dos membros e explicar o funcionamento da cobertura.
Além disso, ele administra os pagamentos, coletando os valores dos participantes e repassando-os para a seguradora. Empresas, associações, sindicatos, cooperativas, clubes e até corretores ou administradoras especializadas podem atuar assim.
Como funciona o estipulante em um seguro de vida?
O papel do estipulante, além de contratar a melhor apólice, definindo as coberturas, valores e condições da proteção coletiva, é fornecer as informações para que os beneficiários entendam as cláusulas e os termos do contrato.
Em muitos casos, esse intermediário faz a gestão dos pagamentos, coletando os valores (prêmios) e repassando-os à seguradora. Além disso, quando acontece algo que exija o uso do contrato, como morte ou invalidez, o intermediário avisa a corretora e reúne os documentos necessários para que os beneficiários recebam a indenização.
Nesse sentido, o agente precisa atuar de forma ética e transparente, garantindo que os associados entendam seus direitos e que a seguradora cumpra com suas obrigações.
O que são dados do estipulante?
Essas são as informações necessárias para identificar e registrar o responsável por contratar e administrar a proteção. Esses dados são essenciais para formalizar o contrato e para garantir que todas as obrigações e responsabilidades sejam cumpridas.
Registrados no contrato, eles permitem identificar o agente como intermediário responsável pela gestão da proteção coletiva e pela comunicação entre os clientes e a corretora.
Quais são as responsabilidades do estipulante?
Ao falarmos sobre responsabilidade, nos referimos às ações necessárias para garantir o cumprimento da lei e para evitar prejuízos aos segurados, à seguradora e ao próprio intermediário. Para gerenciar adequadamente as apólices contratadas, ele precisa:
Agir com transparência
Ao fornecer informações claras e completas sobre o contrato aos associados, como coberturas, exclusões, prazos e valores, evitam-se mal-entendidos e reclamações futuras.
Cumprir prazos
Respeitar os prazos definidos no contrato, como o envio de documentos, comunicação de sinistros e repasse de pagamentos. Isso porque, os atrasos podem gerar multas, cancelamentos ou insatisfação dos associados.
Registrar todas as operações
Manter um controle organizado de todas as ações relacionadas a proteção, como cadastros, pagamentos e comunicações com a corretora. Isso serve como prova em caso de disputas.
Garantir a adesão regular dos segurados
Garantir que todas as pessoas que aderiram à proteção estejam corretamente cadastradas, com a documentação necessária e os pagamentos atualizados.
Comunicar sinistros corretamente
Ao tomar conhecimento de um evento que exige o uso do contrato, como morte ou invalidez, o intermediário deve notificar imediatamente a seguradora e fornecer toda a documentação necessária para evitar atrasos na indenização.
Manter os dados atualizados
Garantir que as informações estejam sempre corretas, como nome, endereço, CPF e beneficiários indicados. Essa ação é de extrema importância, já que erros ou desatualizações dificultam o recebimento das indenizações.
Zelar pelo cumprimento do contrato
Atuar como fiscalizador para garantir o cumprimento das obrigações tanto da seguradora quanto dos clientes, como o pagamento do prêmio pelos segurados e o cumprimento dos pagamentos pela seguradora.
Evitar práticas abusivas
Não fazer cobranças indevidas, ocultar informações ou tomar decisões que prejudiquem os associados. Nesse sentido, agir eticamente é essencial para evitar problemas legais.
Manter uma boa comunicação
Se comprometer a esclarecer dúvidas dos clientes e a resolver conflitos rapidamente, evitando a escalada de pequenos problemas.
Seguir a legislação e normas vigentes
O agente deve conhecer e respeitar as regras estabelecidas pela legislação e pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), que regulamenta os contratos no Brasil.
Veja também: Como acionar seguro de vida e quem são os beneficiários?
Vale a pena ter um estipulante do seguro?
Ter um intermediário no seguro de vida é vantajoso, especialmente para grupos grandes ou organizados, como empresas, associações, sindicatos e cooperativas, que pretendam facilitar a administração das apólices.
Essa opção também é ideal para quem prefere centralizar a gestão, economizando tempo e minimizando erros administrativos.
No entanto, para indivíduos ou grupos pequenos, o custo-benefício pode ser inferior, e as condições coletivas talvez não atendam às necessidades específicas. Além disso, é importante evitar o estipulante caso ele não seja confiável, transparente ou eficiente, pois uma má gestão pode provocar mais problemas do que benefícios.
Como o estipulante difere do beneficiário ou do segurado?
O estipulante, o segurado e o beneficiário têm funções distintas em um contrato de seguro.
O estipulante é a pessoa ou entidade que contrata e administra as apólices em nome de um grupo, mas que não recebe a indenização. O segurado, por sua vez, é a pessoa cuja vida está protegida, sendo responsável pelo pagamento do prêmio e pela entrega de informações corretas.
Em caso de sinistro, a indenização é destinada ao beneficiário, que é a pessoa ou entidade indicada para recebê-la, sem precisar pagar pelo seguro, desde que esteja formalmente designado.
Assim, o estipulante gerencia as apólices, o segurado é protegido por elas e o beneficiário recebe a indenização se ocorrer um evento coberto.
Quais as vantagens de ser um estipulante em um seguro de vida?
Muitas pessoas ainda desconhecem os benefícios que podem surgir ao se tornarem estipulantes em um seguro de vida. Entenda as vantagens que esse papel pode proporcionar e como ele pode ser vantajoso para todos os envolvidos no processo.
- Melhora habilidades de gestão, negociação e comunicação, ao lidar com os segurados e com as corretoras;
- Contribui para o bem-estar do grupo, garantindo proteção e segurança financeira em caso de imprevistos;
- Pode negociar melhores condições e tarifas para o coletivo, que proporcionam economia;
- Mantém controle sobre a administração do contrato, ajustando coberturas e condições, conforme necessário;
- Amplia a rede de contatos e de relacionamentos profissionais ao interagir com seguradoras e associados;
- Tem acesso a informações privilegiadas sobre produtos e tendências do mercado;
- Pode fazer a diferença na vida das pessoas, ao garantir que elas tenham proteção e suporte adequados;
- Adquire conhecimento sobre apólices, finanças e gestão de riscos;
Como escolher um estipulante adequado para uma apólice de seguro de vida?
Escolher um mediador é uma decisão importante, que impacta a eficácia e a gestão do contrato. Aqui estão algumas dicas para fazer essa escolha:
- Experiência e conhecimento: verifique se o agente tem experiência em gestão e um bom conhecimento do mercado, para garantir que saiba como lidar com diferentes situações.
- Reputação: pesquise referências e recomendações de outros coletivos ou organizações, que possam fornecer visões sobre a confiabilidade e a eficácia desse mediador;
- Boa comunicação: opte por alguém que tenha habilidades de comunicação para esclarecer dúvidas e resolver problemas;
- Empatia e responsabilidade: esse procurador deve compreender as necessidades do grupo e agir sempre segundo o interesse dos segurados;
- Facilidade de acesso: verifique se ele está disponível para atender em diversos horários e formatos, como presencialmente, por telefone ou online;
- Habilidade de negociação: um bom mediador deve negociar condições e tarifas favoráveis, garantindo o melhor contrato possível;
- Compromisso com a ética: esse profissional precisa demonstrar um forte compromisso com a integridade, garantindo que todas as ações estejam alinhadas às normas e às regulamentações do setor;
- Experiência em gestão de crises: avalie se o agente tem experiência em situações difíceis ou emergenciais, garantindo que saiba como proceder em casos de sinistro.
Vimos até aqui que o papel do estipulante no seguro de vida é garantir que a proteção contratada seja gerida de forma eficaz e transparente.
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