Inscreva-se na nossa newsletter [newsletter_signup_form id=1]
Blog Seguros Unimed
  • Produto
    • Vida
  • Previdência
  • Saúde
    • Qualidade de Vida
  • Odonto
  • Finanças
  • Curiosidades
  • Sustentabilidade
No Result
View All Result
Blog Seguros
  • Produto
    • Vida
  • Previdência
  • Saúde
    • Qualidade de Vida
  • Odonto
  • Finanças
  • Curiosidades
  • Sustentabilidade
No Result
View All Result
Blog Seguros
No Result
View All Result

O CDI, a inflação e a rentabilidade

1
capa cdi

capa cdi

0
Compartilhamento
1k
Views

Olá, pessoal. Tudo bem?
O CDI, como referência de taxa de juros, começou sua série histórica em 06/03/1986. Lá se vão 34 anos e logo passou a ser benchmark para avaliar se um fundo era bom ou ruim. Tornou-se padrão de mercado “vender” rentabilidades atreladas ao CDI como referência de qualidade.

Ao longo destes anos, o CDI foi uma montanha russa. Chegamos a ver taxa máxima de 1.276,0% ao ano, em fevereiro de 1990, e taxa mínima de 1,9% ao ano, em agosto de 2020.

O CDI na história do Brasil

Ao longo da história, o Brasil sempre teve juros altos, principalmente nos períodos de hiperinflação. Há um conceito muito importante que mexe com a dinâmica dos investimentos: juros reais. É a diferença entre juros nominais, por exemplo o CDI, e a inflação.

O Brasil sempre se viu obrigado a ter juros nominais muito superiores à inflação. Juros nominais altos eram uma forma de:
● Financiar a dívida pública
● Atenuar os efeitos do dragão da inflação sobre o poder de compra da moeda
● “Atrair” investidores dispostos a comprar papéis do Governo.

Plano Real

Essa dinâmica começou a mudar em 1994 com o Plano Real, que finalmente conseguiu reverter a dinâmica da hiperinflação e permitiu, pela primeira vez, desde a criação do CDI, ter juros abaixo de 10% ao ano. Um feito e tanto para um país que vivia há décadas com inflação nas alturas.
Em 1993, o Brasil encerrou o ano com inflação de 2.477% (dois mil, quatrocentos e setenta e sete por cento) e CDI de 3.065% (três mil e sessenta a cinco por cento). É bom escrever por extenso os números porque são, realmente, impressionantes. Nesse mesmo 1993, o juro real foi de 22,81%.

Em 1995, um ano após o Plano Real, a inflação foi de 22,41% e o CDI foi de 53,09%. Uma derrubada impressionante tanto na inflação como no juro nominal, mas o juro real ainda seguiu alto (25,07%). Apenas em 2001, o juro real ficou abaixo de 10%, encerrando o ano em 8,91%. Entre 2001 e 2017, o juro real foi, em média, de 6,5% ao ano. Um padrão alto que justificava ter o CDI como referência de rentabilidade para os investimentos em renda fixa.

No entanto, a partir de 2018, a realidade de juros reais elevados mudou. De lá para cá, os parâmetros de juros reais mudaram de patamar. Em 2018, os juros reais foram de 2,57% e, em 2019, de 1,57%. Com essa mudança estrutural, o CDI deixou de ser a principal referência de benchmark para investimentos em renda fixa. No gráfico a seguir, percebemos a mudança clara dos juros reais nos últimos 27 anos.

 

Um novo indicador

Vejamos um exemplo prático com o Fundo Unimed RF100C, para demonstrar o impacto de mudar o foco do CDI para outro indicador de renda fixa. O RF100C tem como sua referência (benchmark) o IMA Geral Ex-C, um índice elaborado pela Anbima, (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) que mede a variação de preços de todos os títulos que compõem a dívida pública (exceto papéis indexados ao IGPM). Um índice que demonstra de forma mais abrangente o mercado de renda fixa brasileiro e, portanto, não tem a “ancoragem” apenas no CDI. O gráfico abaixo demonstra a evolução dos juros reais para o RF100C e o CDI. O cálculo do juro real é descontar da variação do RF100C e do CDI, a variação do IPCA. A partir do valor 100, em dezembro de 2018, mede-se a variação acumulada até setembro de 2020. É possível ver que o CDI, descontado do IPCA, chegou a ficar abaixo de 100, ou seja, o CDI apresentou juro real negativo. Em outros termos é dizer que o CDI “não pagou” a inflação que, monetariamente falando, fez o dinheiro perder valor no tempo.

Os juros reais do RF100C e do CDI, em termos anualizados no período de dezembro de 2018 a setembro de 2020, é de 3,10% ao ano e 1,42% ao ano, respectivamente. Ou seja, o RF100C apresentou um juro real mais que o dobro do CDI no período. É importante observar que o RF100, ao longo de 21 meses, apresentou por 6 meses uma performance abaixo do CDI e 3 meses de rentabilidade negativa. Ainda assim, apresentou juros real muito superior ao CDI. Na prática, não devemos olhar rentabilidades no curto prazo.

De olho no novo

Precisamos mudar a mentalidade, diria a cultura, de “olhar” o CDI como parâmetro de referência para renda fixa. Às vezes, nos surpreendemos quando olhamos a rentabilidade que um fundo apresentou superior a 100% da variação do CDI. No entanto, daqui por diante, pode não representar um retorno consistente nem como preservação do patrimônio dos investidores. Quando falamos em Previdência, o que se deve buscar não é a preservação de patrimônio e sim seu crescimento. Usar o CDI como referência pode ser um grande limitador para formar, consistentemente, uma reserva para o futuro. É exatamente esse o propósito do Unimed RF100C. Ser um fundo de previdência de renda fixa que foge do “lugar comum” do CDI. A proposta de gestão é entregar um fundo com uma ampla diversificação de investimentos em renda fixa. Os resultados, no longo prazo, provam
que estamos no caminho certo.

Luiz Sacchetto é administrador de empresas com mais de 30 anos de experiência em finanças. Já atuou em bancos e em empresas dos setores agrícola, farmacêutico, químico e de seguros. Atualmente é Gerente Nacional de Vendas do ramo Previdência na Seguros Unimed

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha programática e ideológica da Seguros Unimed.
Posts relacionados
3 MOTIVOS PARA INVESTIR EM SEGUROS
3 MOTIVOS PARA INVESTIR EM SEGUROS

Passar por dificuldade financeira ao longo da vida é algo comum – e isso acontece com grande parte das pessoas. Leia mais

QUAIS OS PASSOS PARA LIMPAR O MEU NOME?
QUAIS OS PASSOS PARA LIMPAR O MEU NOME?

Perder o controle das contas e acabar com o nome no SPC ou SERASA é algo que pode acontecer com Leia mais

Tags: CDIfundos de renda fixainflaçãoprevnewstaxa de juros
Postagem anterior

A importância do seguro de vida para as mulheres autônomas

Próximo Post

Câncer de mama: tratamentos são promissores, mas vigilância é necessária

Próximo Post
câncer de mama

Câncer de mama: tratamentos são promissores, mas vigilância é necessária

Comments 1

  1. renata berna says:
    5 anos ago

    como sempre esse blog sempre nos atualizando do mercado financeiro e segurador, muito bom contar com isso, Luiz mande mais novidades sobre a previdência, fale um pouco sobre os fundos de RF fechada.

    Responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

No Result
View All Result

Ajuda

  • Perguntas Frequentes
  • informações Regulatórias

Mais informações

  • Política de Privacidade
  • Política de Qualidade

Aplicativos

  • Super App
  • Playlist Gravidez

Canais de Atendimento

  • Ouvidoria: 0800 001 2565
  • SAC: 0800 016 6633 opção 6
  • Formulário Fale Conosco
  • Formulário de Ouvidoria

logo seguros

Unimed Seguradora S.A. 92.863.505/0001-06 Copyright @ 2001-2020

Instagram da Seguros Unimed Facebook da Seguros Unimed Twitter da Seguros Unimed YouTube da Seguros Unimed Conexão Seguros Unimed Blog Cuidar para Transformar da Seguros Unimed
57 57
ans logo 12 100x45xc
No Result
View All Result
  • Produto
    • Vida
  • Previdência
  • Saúde
    • Qualidade de Vida
  • Odonto
  • Finanças
  • Curiosidades
  • Sustentabilidade